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O Brasil ainda não acordou para os riscos cibernéticos

Proteção de Dados
Como se proteger

O risco cibernético é uma realidade há anos, com ataques rotineiros e cada vez mais intensos em todo o mundo, incluindo o Brasil. Vem aí a Lei Geral de Proteção de Dados para penalizar quem não conseguir proteger devidamente os dados de clientes, fornecedores e parceiros.

Mesmo assim, as empresas se mostram desinteressadas na contratação de um seguro especialmente desenhado para esse risco, o Cyber Seguro. Amigos de empresas de TI falam da resistência dos empresários em investir em tecnologia e processos para proteção de dados. Tudo é visto como custo.

Seguem trechos do artigo “Alerta sobre os riscos cibernéticos” de Antonio Penteado Mendonça, no Estadão em 08/07/2019, que mostra um comportamento no mínimo estranho, dos empresários brasileiros:

Faz alguns anos que seguradoras estão analisando e avaliando o potencial dos riscos cibernéticos. Eles, com os riscos de origem climática, são a bola da vez. Os grandes sinistros sairão daí.

Novos riscos, inimagináveis duas décadas atrás, estão tomando proporções muito maiores do que as estimativas iniciais.

Mas enquanto o mundo, além de se proteger contra eventos naturais, se preocupa também com outros tipos de danos que já ocorrem regularmente, principalmente por causa do uso massivo da tecnologia da informação, o Brasil segue deitado em berço esplêndido, indiferente aos danos consequentes dos ataques cibernéticos.

Estudos recentes apontam que, por causa dos ataques cibernéticos, o mundo suportará perdas acima do trilhão de dólares nos próximos anos. É número para ninguém colocar defeito e pode ultrapassar a ordem de grandeza dos desastres naturais.

Os países ricos estão desenvolvendo ações nas mais diversas áreas para minimizar o impacto destes ataques sobre a economia e a vida das pessoas e das empresas.

Bastam os recentes vazamentos dos dados de milhões de clientes de algumas poucas empresas, acontecidos nos últimos seis meses, para dar uma pequena ideia do tamanho do risco. Como ficou claro, informações confidenciais podem ser acessadas por hackers com competência e capacidade para transformá-las em chantagem, dinheiro e poder.

As seguradoras estão desenvolvendo programas de garantias de risco capazes de limitar essas perdas e, ao mesmo tempo, pela ordem de grandeza, preservar a solvência e capacidade de ação. Já existem apólices para fazer frente a vários tipos de perdas possíveis, mas para que sejam contratadas é necessário que o cidadão tenha noção do risco que o ameaça.

É aí que o Brasil mais uma vez está atrás de outros países.

A maioria dos brasileiros não tem ideia do que sejam os ataques cibernéticos. E isso inclui bom número de empresários. As estatísticas nacionais mostram que os ataques são mais comuns do que se pensa e que já causam prejuízos de monte. Mas o que adianta isso se o interessado não se interessa em saber?

Fica registrado o alerta para os empresários estudarem mais sobre o assunto e pedirem informações a respeito.

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